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Nossa História

A Amor em fios surgiu na minha vida inesperadamente. Não foi planejado e na verdade nunca imaginei trabalhar com esse público: Mães. Mas não posso contar a minha estória como empreendedora sem citar as pessoas importantes que me influenciaram a chegar onde estou.
 Sempre gostei de artesanato e objetos "handmade", me espelhava em minha mãe e minha vó, mulheres maravilhosas que sempre criaram seus filhos com tanto amor e dedicação, pensava: "Quando crescer quero ser mãe e poder cuidar deles da mesma forma". Em 2002 descobri o amor pelas havaianas e com a ajuda da minha mãe, Malu, comecei a fazer para amigas e conhecidas, foi um sucesso. Em três meses recebemos o contato de uma loja na Alemanha elogiando nosso trabalho, já nessa época eu sentia que poderia crescer e me tornar uma empresa, trabalhar com isso e atender cada vez mais pessoas, mas naquela época eu não estava preparada para o desafio, estava focada na faculdade e nos estudos, iniciava minha faculdade de Propaganda e Marketing e tudo era novidade, gostava do que fazia e não me imaginava de outra forma.
Alguns anos se passaram, me casei e me tornei mãe, mas ninguém me contou que seria tão difícil. Não tinha nenhum parente ou amigo próximo, meu marido saia de casa às 6h30 e retornava as 23h, todos os dias. Eu era mãe de um recém nascido diagnosticado com Refluxo gastro esofágico, os dias se passavam com ele sempre na vertical, não importava se dormindo ou acordado, se ele deitasse o leite voltava e ele se engasgava. Meu maior medo era dormir, Eu dormia sentada com ele apoiado em minha barriga e meu medo era de me virar ou ele rolar e cair da cama, então comecei a me amarrar com um lençol. Buscando na internet técnicas para bebês com refluxo conheci uma americana que falava muito de Babysling e logo me identifiquei com ela, Babywearing é uma técnica que consiste em levar o bebê junto ao corpo. Além de aliviar o peso do bebê, o bebê slingado é mais calmo, dorme melhor, não sente cólicas e o mais importante: está na vertical. Era questão de vida ou morte, eu PRECISAVA de um. O único problema era que no Brasil não existia, ninguém conhecia, ninguém usava. Pedi ajuda para minha mãe e fizemos juntas a primeira peça, para uso pessoal. Assim que coloquei a foto no grupo de mães, várias me procuraram pedindo um acessório igual, fazia sem pretensão alguma, era uma troca de mãe para mãe, feito com amor.
Comprava o tecido, levava para a costureira, enviava e avisava a amiga-mãe: "O tecido foi x, a costureira x, o frete deu x, esse é seu rastreio". Um dia fui ao mercado sozinha, estava saindo do caixa e uma mãe me abordou, eu estava com o meu sling, meu bebê nele e em minhas mãos carregava as sacolas do mercado, ela queria de todo jeito que eu desse o meu sling para ela, tentei explicar que era meu e que eu estava usando, mas para aquela mãe que tentava fazer compras sozinha e tentava empurrar o carrinho do bebê e o de compras ao mesmo tempo, era algo impossível de se entender. Ela queria e ponto final, se ofereceu para me levar em casa e depois da carona eu a venderia meu sling, o riso foi inevitável. Prometi a ela que se passasse mais tarde eu lhe daria um, mas aquele eu não poderia dar, e ela passou. Havia deixado na portaria do prédio uma sacolinha, o sling dobradinho dentro e um recado: "Esse é um presente do Pedro para o Gabriel, com todo amor!", no início da noite, o porteiro interfonou avisando que minha "amiga" havia pego o pacote e deixado um envelope. Foi nesse momento que nasceu a Amor em Fios.
Eu senti a necessidade que todas as mães tem em fazer pequenas tarefas diárias com os bebês como estender roupa, varrer a casa ou até mesmo cobrir a cama. Era muito mais do que deixar o bebê em pé... era pegar um ônibus, ir caminhar na praia, segurar a mão do filho mais velho. Foi então que o bichinho do empreendedorismo rosa me mordeu. Eu precisava ajudar aquelas mães, eu queria entrar nesse mundo. Estudei bastante sobre o assunto e as
únicas fontes eram todas do estrangeiro, no Brasil não havia nada. Após alguns meses comprei minha primeira máquina de costura. Me dedicava arduamente ao trabalho e a atender a todas de forma rápida e segura. Haviam duas costureiras que trabalhavam de Freelance conosco, e uma delas me recomendou o Sebrae, entrei no site e me inscrevi na primeira palestra, minha vida mudou. Eu não trabalhava mais 20h por dia, eu me planejava, atendia aos clientes em horário comercial profissionalmente e nos demais horários atendia com o coração de mãe. Certo dia estava em um aniversário com o meu filho, já com 3 anos, e meu celular apitou informando novo e-mail e então ele me perguntou o porque eu trabalhava tanto. Minha resposta a ele foi: "A mamãe não cuidou de você? não deu amor? Essa mãe também quer dar amor ao filho dela, ele precisa de carinho, de colo" e ele me respondeu "Então corre mãe, ajuda todos os bebês."
Foi nessa época que conheci a Marineth, minha ALI quem me ajudou infinitamente e me mostrou as opções e caminhos que poderia trilhar para chegar ao meu objetivo, expandir e crescer. Ela sempre me mantinha informada sobre cursos, palestras, aperfeiçoamento e técnicas. Modifiquei meu site, minha forma de atendimento, criei uma nova forma de atendimento residencial para clientes com bebês recém nascido em que as mães ainda não saem de casa e estreitei ainda mais esse laço de Amor as mães. Busco sempre me aperfeiçoar e atender as necessidades dos clientes. Trilhando dessa forma crescemos. Hoje somos a única empresa no Brasil a fabricar todos os tipos de carregadores, fazemos parte do grupo Sling Seguro, que comanda uma campanha em prol da segurança na fabricação e uso de carregadores de bebê. Somos a primeira loja física no BRASIL especializada em babywearing, é muito orgulho.
Mantemos um relacionamento bem próximo ao cliente e buscamos sempre atender as suas necessidades. um grande exemplo é nossa coleção Verão, para a estação mais quente do ano temos disponível os slings em dry fit. Com o tempo percebemos que os estados do Norte e Nordeste sempre pediam este modelo mesmo no Outono e no inverno, época em que não fabricávamos este modelo. Dessa forma buscamos mais cores além das habituais Branco e Preto e disponibilizamos elas no site por todo o ano, não mais só no verão.
  Ainda em 2009, meu marido Paulo me expulsou de casa :(
Disse que não poderia trabalhar lá, atender os clientes, que era perigoso, que eu estava sozinha e eu PRECISAVA de um lugar para trabalhar. Aluguei um box comercial em São Vicente, nossa primeira lojinha. Ela funcionava aos sábados e domingos, pois era um ponto turístico na cidade e durante a semana atendiamos com hora marcada, eramos muito felizes ali viu. Reduzimos as visitas aos clientes para bebês Recém Nascidos e os bebês que já haviam tomado a vacina e podiam passear iam nos visitar.
Em 2012 descobri que estava grávida do Tony, e com um bebê pequeno eu precisava de um lugar com espaço para ter brinquedos para o Pedro e aconchego para o Tony e espaço para trabalhar, tudo ao mesmo tempo. Então nasceu a loja do Boqueirão.
Em 2017 decidi desacelerar, curtir a casa, a vida, correr as ruas, abrir a janela e ver esse mato todo que tem aqui ao redor da casa nova. Então mudamos nosso ateliê para nosso pedacinho da mata atlântica e é daqui onde atualmente saem todos os pedidos realizados na Aef.
 
Patricia Rogelia - CPF: 324.192.078-07 © 2018 Todos os direitos reservados Plataforma E-Com Club